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Cupins

Dedetização de Cupins no Rio de Janeiro – Descupinização

Coptotermes gestroi

Esta espécie de cupim é encontrada tanto em matas quanto em áreas urbanas. Sua estratificação social plena apresenta as seguintes castas: rainha, rei, operários, soldados e reprodutores alados. Suas colônias (cupinzeiros) medem de alguns poucos centímetros a vários metros e chegam a abrigar milhares de indivíduos, podendo permanecer ativas de 17 a 20 (vinte) anos.

cupins

Rainha – A mais notável característica da rainha é o fato de, após o acasalamento, seu abdômen sofrer uma extraordinária expansão, fenômeno denominado fisiogastria, que lhe permite, no auge de sua maturidade sexual, ovipor em média 3.000 ovos por dia. Cabe-lhe ordenar, através de hormônios, a que casta os novos indivíduos pertencerão.

Rei – O Rei vive na câmara real e tem por função fecundar a rainha. São vulgarmente denominados cupins de solo, porém é mais correto denominá-los, conforme o substrato em que estabelece o cupinzeiro, cupim de estrutura, cupim de alvenaria, cupim de árvores, etc.

Operários – Os operários são assexuados e extremamente vorazes, com largo poder de destruição e, se necessário, percorrem dezenas ou centenas de metros em busca de alimento para a colônia.

Soldados – Os soldados, também assexuados, têm por função ordenar o trabalho dos operários e defender o cupinzeiro de seus inimigos naturais (aranhas, lacraias, escorpiões,…).

Reprodutores – Os reprodutores alados são sexuados e serão os futuros reis e rainhas de novos cupinzeiros, que têm inicio quando os casais penetram, aos pares, em frestas de peças de madeiras, após a revoada ao redor de pontos luminosos, ou quando um casal atinge a madeira, vindo de um cupinzeiro primário através das galerias (túneis), que os operários desta espécie constroem na busca de alimento.

Tipos de Infestação.

1 – Infestação estrutural

Primeiramente, faz-se necessário esclarecer que infestação estrutural por cupins é aquela que ocorre quando estes insetos formam seus cupinzeiros a partir de madeiras residuais das edificações ou de reformas posteriores, perdidas em vãos (entre lajes, rebaixamentos,…), ou mesmo preenchendo as células dos tijolos, ou ainda abrangendo madeiras e entulhos de enchimento de pisos. Com o decorrer do tempo, geralmente após três ou quatro anos do início da infestação, os operários constroem “túneis” ligando a colônia a outras madeiras (portas, rodapés, mobiliários,…) de onde, escoltados pelos soldados, retiram alimentos e material para ampliação do cupinzeiro.

Sua migração dá-se preferencialmente pelas paredes hidráulicas, paralelamente às prumadas d’água. Avançam também pelo interior de condutos telefônicos e elétricos, sendo que neste último, por danificar o revestimento da fiação, representam risco de curto-circuito. Se necessário atravessarão alvenaria, cortarão manta asfáltica e mesmo as lajes não lhe farão obstáculo. Geralmente, seu ataque é notado nesta fase. Com o passar do tempo, vários cupinzeiros secundários vão se estabelecendo em diversos pontos do imóvel e, se não combatidos, ou combatidos inadequadamente, acarretam ônus de grande monta.

Estes insetos, que datam já como sociedade organizada, de mais de 250 milhões de anos, há muito tempo invadiram o habitat humano. Nas cidades modernas, particularmente nos centros urbanos, a partir do final da década de 60 e início dos anos 70, a qualidade das edificações baixou muito, em função da diminuição dos custos e rapidez nas construções, criando-se então nas edificações, determinadas condições que possibilitaram a extraordinária adaptação e disseminação dessas pragas.

2 – Infestação de solo

É aquela que ocorre quando algumas espécies de cupins constroem seus cupinzeiros no subsolo. Esta espécie forma seus cupinzeiros a partir de resto de vegetação (raízes e troncos), ou madeiras residuais de obras, abandonadas no subsolo, podendo estar localizadas diretamente abaixo da edificação ou no subsolo ao redor da mesma. Em edificações recentes, podem ser precedentes as mesmas.

A dinâmica da infestação de uma edificação por cupinzeiros de solo é a mesma descrita em infestação estrutural, mudando apenas o sentido de progressão (de baixo para cima). Em áreas urbanas da cidade do Rio de Janeiro, há predominância da espécie Coptotermes gestroi e Nasutitermes sp.

Nasutitermes sp

As espécies do gênero Nasutitermes pertencem à família TERMITIDAE, que é a mais evoluída da ordem ISÓPTERA. São insetos sociais e vivem estratificados nas seguintes castas:

Casta Real – formada pelo rei e pela rainha, tem a função exclusiva de reprodução, sendo que as rainhas podem viver até 20 anos e colocar 10.000 ovos por dia no auge da maturidade sexual.

Casta dos Operários – é formada por indivíduos de ambos o sexo; cegos e incapazes de se reproduzir; são responsáveis pela alimentação e ampliação do cupinzeiro.

Casta dos Soldados – é também formada por indivíduos de ambos os sexos, cegos e incapazes de se reproduzir; são responsáveis pela defesa do cupinzeiro e sua cabeça em forma de seringa (nasuto) deu nome ao gênero.

Casta dos Reprodutores Alados – é formada por indivíduos de ambos os sexos, alados e capazes de reproduzir. Só ocorre nos cupinzeiros, próximo à época da enxamagem e tem por função a propagação da espécie.

Estes cupins, cujos cupinzeiros pelo formato são chamados de “cabeças de negro”, ocorrem principalmente em ecossistemas de florestas, porém em algumas regiões têm-se adaptado bem nas áreas rurais e urbanas. Em cada cupinzeiro podem ser encontrados mais de 1.000.000 de indivíduos, que retiram o alimento da vegetação atacada, ou das madeiras das edificações, consorciados com outras espécies de Xilófagos (bactérias e fungos) decompositores.

Heterotermes sp

As espécies do gênero Heterotermes pertencem a subfamília Heterotermitinae, pertencente a família Rhinotermitidae. São insetos com a seguinte estratificação social:

Casta Real – formada pelo rei e pela rainha, tem a função exclusiva de reprodução, sendo que as rainhas podem viver até 20 anos e colocar 10.000 ovos por dia no auge da maturidade sexual;

Casta dos Operários – é formada por indivíduos sexualmente atrofiados (incapazes de cruzarem entre si e reproduzir) e cegos. São responsáveis pela alimentação e ampliação do cupinzeiro;

Casta dos Soldados – Também é formada por indivíduos sexualmente atrofiados (incapazes de se reproduzir) e cegos. São responsáveis pela defesa do cupinzeiro e na região bucal da cabeça possuem mandíbulas longas bem apropriadas para atacar os inimigos;

Casta dos Reprodutores Alados – é formada por indivíduos de ambos os sexos, alados e capazes de reproduzir. Só ocorre nos cupinzeiros, próximo à época da enxamagem e tem por função a propagação da espécie. São os futuros reis e rainhas de novos cupinzeiros.

Estes cupins constroem seus cupinzeiros no subsolo, em arvores, no madeiramento estrutural de telhados e em vãos estruturais de prédios históricos. Ocorrem principalmente em ecossistema de florestas, porém em algumas regiões têm-se adaptado bem nas áreas rurais e urbanas. Em cada cupinzeiro podem ser encontrados várias rainhas e reis e centenas de milhares de indivíduos das outras castas, que retiram o alimento da vegetação atacada ou das madeiras das edificações.

Syntermes sp

As espécies do Gênero Syntermes apresentam estrutura social plena, com todas as castas (Rainha, rei, soldos, operários e reprodutores alados) bem definidas e atuantes. São cupins de porte avantajado, muito maior que os cupins de outros Gêneros de ocorrência comum em nosso território. Seus cupinzeiros podendo abranger vários metros cúbicos. Raramente invadem o interior da edificação, pois se alimentam de madeira diretamente e sim de matéria orgânica em decomposição. A estes cupins atribui-se a perda de áreas de pastagem, roseiras e outras plantas cujas raízes são cortadas pelos mesmos para produção de alimento. Por removerem grande quantidade de substrato que infestam, podem solapar o subsolo de edificações sob as quis seus cupinzeiros sejam construídos e, por conseguinte, podem representar risco a segurança e integridade das mesmas. Outro comportamento danoso destes cupins é a utilização de dutos elétricos e telefônicos que singram pelo interior do solo para facilitar seu deslocamento, pois ao procederem assim, acarretam danos a sistemas de telefonia e riscos de incêndio e destruição de equipamentos eletro-eletrônicos, ao removerem o revestimento protetor das fiações.

Cryptotermes brevis

Esta espécie não tem sido encontrada em ambientes naturais, pode-se dizer. É cosmopolita e ocorre primordialmente em madeiras industrializadas e empregadas nas edificações humanas, sendo, por isso, denominados cupins de madeira seca. Sua estratificação social é incompleta, sendo a função dos operários executada pelas “ninfas” (formas jovens e indiferenciadas dos cupins). Cavam criptas (salas), interligadas por canalículos no miolo da madeira, consumindo-o integralmente, sem destruir as faces da peça atacada, na qual abrem apenas pequenos orifícios para o lançamento de seus dejetos (grânulos fecais). Seus cupinzeiros são pequenos e com poucos indivíduos, mas uma peça de madeira geralmente é infestada por mais de um cupinzeiro, podendo este número chegar à casa das dezenas ou mesmo centenas. Seu poder de destruição é grande.

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