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Aranhas

Dedetização de Aranha no Rio de Janeiro

Ordem Araneae

As aranhas são animais artrópodes pertencentes à ordem Araneae da classe dos Aracnídeos. Existem cerca de 40.000 espécies de aranhas (alguns estudiosos calculam que este número pode chegar a 100.000), o que confere a estes animais o título de segunda maior ordem dos Aracnídeos (atrás, apenas, da ordem acari). Estas espécies são divididas em mais de 100 famílias, sendo que apenas 20 a 30 espécies são consideráveis perigosas para o homem.

Na verdade, ao contrário do que muitos pensam, as aranhas não são insetos, distinguindo-se destes pelas seguintes características:

Têm 04 (quatro) pares de pernas, ao passo que os insetos possuem 03 (três);

Não possuem asas ou antenas;

Seu corpo divide-se em duas partes (cefalotórax e abdômen);

Os insetos possuem três segmentos corporais, as aranhas possuem dois, ou seja, o cefalotórax (prossoma nos animais do subfilo Chelicerata), que é resultado do tórax fundido com a cabeça, e o abdômen, chamado de opistossoma (também no subfilo Chelicerata). Ligando cefalotórax e abdômen existe uma estreita haste chamada de pedúlio. O corpo das aranhas é revestido por um exoesqueleto, ou seja, um esqueleto externo, que é, na verdade, uma estrutura rígida formada principalmente por quinticona (proteína secretada pelas aranhas e todos os artrópodes que possuem o exoesqueleto de quitina).

Diferentemente dos insetos, as aranhas possuem 08 (oito) pernas, enquanto os primeiros possuem 06 (seis), e seus olhos são lentes únicas, em vez de lentes compostas. Dependendo da espécie as aranhas podem ter 8, 6, 4, 2 ou mesmo nenhum olho, como é o caso de algumas espécies cavernícolas. Na cabeça têm dois pares de apêndices chamados quelíceras, que são dispostos em forma de ferrão, formadas por quitina negra com uma ponta muito fina, e os pedipalpos (também chamados de palpos), os quais são utilizados para manipular os alimentos. A boca fica entre os palpos.

As aranhas pertencem à classe Arachnida (aracnídeos), do filo Arthropoda (artrópodes), e do subfilo Chelicerata (quelicerados).

As aranhas podem produzir teias, que são 05 vezes mais fortes do que um fio de aço do mesmo diâmetro. Além disso, a teia pode ser esticada 04 vezes mais que seu comprimento inicial e resistem a água e a temperaturas até -45°C sem se romperem.

Biologia das Aranhas

As aranhas possuem sistema digestivo completo, com um hepatopâncreas. Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam também enzimas digestivas, que realizam digestão extracorporal. Após algum tempo, essas aranhas simplesmente sugam os tecidos do animal morto, já liquefeitos e parcialmente digeridos.

O sistema circulatório dos aracnídeos é aberto, e o sangue contém hemocianina, sendo por isso denominado hemolinfa. A hemocianina nos Artrópodes tem a mesma função da hemoglobina nos vertebrados, ou seja, transportar o oxigênio.

A respiração é traqueal, único sistema presente em aracnídeos pequenos. Nos maiores, como nos escorpiões e em muitas aranhas, há uma abertura ventral no abdome, que se comunica com os pulmões foliáceos.

A excreção é realizada por meio de tubos de Malpighi e, em aracnídeos maiores, pelas glândulas coxais, localizadas no cefalotórax. O produto de excreção nitrogenada mais importante, nesses animais, é a guanina.

As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém frequentemente os machos são menores que as fêmeas, que de acordo com a espécie, podem colocar de dezenas a milhares de ovos dispostos em uma estrutura chamada ooteca, de onde os filhotes eclodirão após a incubação.

Importância das aranhas para o meio ambiente

As aranhas são importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico, pois, sendo carnívoras, alimentam-se principalmente de insetos que prendem nas teias ou que caçam ativamente, usando o veneno.

Inimigos Naturais

Seus inimigos naturais são predadores ocasionais como pássaros, sapos, lagartixas. Elas também são canibais e é frequente que os filhotes saídos de uma ooteca se entre devorem, restando apenas os mais aptos a sobreviverem. Há ainda inimigos especializados como parasitas (ácaros) e vespas que depositam os seus ovos no abdômen das aranhas que servirá de alimento para as larvas. O homem, procurando quase sempre matar as aranhas que surgem na sua frente e também indiretamente, empregando agrotóxicos e destruindo o seu habitat, pode ser considerado um grande inimigo.

Aranhas Venenosas no Brasil

No Brasil encontramos quatro tipos principais de aranhas venenosas, classificadas como de interesse médico. Em casos de acidentes com esses tipos, o tratamento adequado deve ocorrer em forma de soroterapia. Os quatro tipos de aranhas venenosas conhecidas no Brasil são:

Gênero Lycosa (tarântulas)

Possui peçonha proteolítica. Ação local, necrosante, cutânea, sem intoxicação geral, seja do sistema nervoso ou circulatório. Consequentemente não há perigo de vida. Tratamento: soro antilicósico, pomadas anti-inflamatórias, antihistamicas e antibióticos e os acidentes por este gênero são destituídos de importância médico-sanitária.

Apresenta as seguintes espécies: L. erythrognatha, L. nychtemera, L. raptoria. Podem medir 3 cm (corpo) e 5 cm no tamanho total. São habitantes de gramados, pastos, junto à piscinas e nos jardins, possuem hábitos diurnos e noturnos.

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Phoneutria (aranha armadeira)

A peçonha das armadeiras é um complexo de diversas substâncias toxicas, agindo principalmente sobre o Sistema Nervoso Periférico e secundariamente sobre o S. N. Central. Produzem veneno potente, raramente ocasionam acidentes graves.

Apresentam as seguintes espécies: P. fera, P. keyserlingi, P. reidyi, P. negriventer. Podem medir 3 cm (corpo) e atingir até 15 cm no tamanho total. São habitantes de bananeiras, terrenos baldios, zonas rurais, junto às residências, possuem hábitos noturnos e abrigam-se durante o dia em locais escuros (roupas, sapatos, etc.).

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Loxosceles

Aranhas deste tipo produzem lesões cutâneas necrosantes por possuirem peçonha proteolítica e não são agressivas.

Apresentam as seguintes espécies: L. laete, L. gaucho, L. similis. Podem medir 1 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de folhas secas de palmeiras, nas cascas ou sob as mesmas, atrás de móveis, sótãos, garagens, etc., possuem hábitos noturnos. Produzem teia irregular revestindo o substrato.

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Latrodectus (viúvas negras)

As Viúvas Negras são aracnídeos que podem viver aglomeradas em grupos, porém não são aranhas sociais. Havendo falta de alimentos, pode ocorrer o canibalismo. Seu nome é originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do que a fêmea e, na época de acasalamento, ter de ser muito veloz na cópula, pois se a fêmea o percebe por baixo de seu corpo, ele é invariavelmente ingerido como alimento. No Brasil, embora ocorram aranhas do gênero Latrodectus, o primeiro registro de acidente, com reconhecimento do animal causador, foi publicado em 1985, em Salvador, Bahia. Estas aranhas não são totalmente negras, mas sim vermelhas e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebolístico de “flamenguinhas”.

Sua peçonha é neurotóxica e possui ação difusa sobre o S. N. Central, medula, nervos e músculos lisos. Geralmente, seu veneno é extremamente potente e mortal. Porém, a espécie brasileira não oferece perigo aos seres humanos. Por esta razão não se produz soro, no Brasil, para acidentes com este tipo de aranha.

Apresenta a seguinte espécie: L. geometricus. Podem medir 1,5 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de zonas rurais, plantações, etc., possuem hábitos diurnos. Produzem teia irregular suspensa entre a vegetação.

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Mais Aranhas

Há ainda dois tipos que não representam tanto perigo ao homem: são as aranhas de teia e as caranguejeiras.

Caranguejeiras

As chamadas Caranguejeiras têm várias espécies, porém, apesar de seu grande porte (podem chegar até 30 cm de envergadura), não oferecem perigo quanto ao seu veneno, que é pouco potente e causa dor local, de discreta a forte, podendo ainda provocar sudorese em determinadas pessoas.

Estão relacionadas às aranhas de interesse médico devido ao fato dos pelos que recobrem seu corpo em grande quantidade, poderem provocar alergias na pessoa que, eventualmente, entre em contato com ela. Esses pelos são liberados pelo animal quando, numa atitude defensiva, raspa as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os e formando uma espécie de “nuvem”. Pequenos animais, como cachorros e gatos podem morrer por inalarem tais pelos, que provocarão edema do trato respiratório, matando-os por asfixia.

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São encontradas em todos os tipos de ambientes: matas, praias, desertos etc. Não são agressivas, procurando fugir no primeiro momento de contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada.

Aranhas de teia

As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem teias simétricas ou muito elaboradas, são aranhas sedentárias, ou seja, permanecem num só lugar para caçar. Seu veneno é tão pouco potente, que elas armam suas teias como armadilhas pegajosas para caçar. Algumas fazem e refazem suas teias todos os dias; outras, armam a teia e a utilizam várias vezes, remendando-a, até que tenham de construir outra nova. Todas as aranhas produzem fios de seda por meio deu uma estrutura de seu abdome, composta de glândulas sericígenas e as fiandeiras (muitas vezes confundidas com ferrões). Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente não têm interesse médico, pois seu veneno, como já foi dito, é muito pouco ativo para humanos.

As aranhas errantes (que buscam a presa) não fazem teia regular. Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem todas as aranhas que são errantes e não fazem teia regular são de interesse médico; porém, todas as de interesse médico são errantes.

A convivência com esses seres é inevitável, pois existe cerca de 35.000 espécies de aranhas em todo o mundo, com exceção das regiões frias. Apesar de existirem em todos os ambientes, poucas são as espécies de causam danos ao homem. Todas produzem veneno e são peçonhentas, por ser indispensável ao seu modo carnívoro e também à digestão do alimento. Em alguns casos o veneno produzido é extremamente tóxico.

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